quinta-feira, 11 de setembro de 2014

adeus Marildinha! tchau Nenê.

Saudosíssima Marilda, icônica personagem de Andréa Beltrão, por muito tempo musa da solteirice quebradora de cara neste blog, reaparecerá hoje à noite, no episódio final de "A Grande Família".

Depois de 14 anos, chega ao fim um programa maravilhoso, com texto, direção e atuações impecáveis. É verdade que depois que o Marildão saiu eu nunca mais consegui assisti e é verdade também que nos últimas temporadas a atração descambou pra um drama esquisito e chato pra caralho (talvez porque eu não estava seguindo e, portanto, não conseguindo fazer sentido), mas ainda assim, penso que vai deixar saudade. Numa TV que cada vez mais privilegia porcaria, é mais um trabalho de qualidade que se vai.

Assistirei. Ao menos pra mim, já vai valer pela chance de rever uma das minhas personagens mais queridas de todos os tempos, e isso é muito. Quero saber que rumos tomou a vida da Marilda, saber se ela e eu continuamos navegando no mesmo barco. :)

Abraço pra vocês.


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Meet Mashrou' Leila

Dia desses tava atualizando meu post de aniversário de 2012 (um que eu adoro), e me dei conta de que ainda não tenho uma música para o ano de 2014. Mas há uns cinco dias acho que tenho a forte candidata.

Prezado amigo R. Obersot, que é um amante da música como eu (na verdade, com mais conhecimento sobre o assunto que eu, mas a mesma paixão) me apresentou esta maravilha aí no fim do post.

A falta de assiduidade neste blog (shame on me) faz com que me faltem palavras à altura do quanto eu adorei a música. Adorei tudo da banda libanesa Mashrou' Leila, já ouvi pelo menos um dos três álbuns e simplesmente não consigo parar de ouvir.

Estou in love porque há muito vinha buscando algo novo em música (não escuto rádio, não tenho amiguinhos descoladinhos, então acabo ficando sem saber o que há por aí -- saudade Lucas em SP pra falar dos sons novos). Ainda por cima é uma voz masculina (eu, que adoro cantoras, tô meio, momentaneamente, esgotado da voz delas -- só uma pausa necessária pra ouvir a beleza da voz dos homens também).

Evidentemente, por se tratar de um idioma que não domino (mas que já estou tentadíssimo a começar a estudar), não sei do que se tratam as letras. Li algo sobre serem polêmicas ou mesmo bestas, mas realmente não tenho como saber. Sobre a banda, como disse, é do Líbano, e parece que foi formada em 2008, durante um workshop na American University of Beirut. Espero que sigam fazendo boa música e que tenham sucesso. Eu, definitivamente, acompanharei o som deles.

Por fim, ainda por cima os clipes do Mashrou' Leila são super bacanas. E este de Lil Watan, vamos dizer que já sei até de cor. Adoro o plano sequência com foco na bailarina e, nem precisava dizer, já amo ela. Randa Makhoul é linda, linda! (pra mim, é uma mistura de Izabel Goulart + Nicole Bahls + Isadora Ribeiro + Hillary Swank + Solange Gomes quando era novinha) Gosto tanto do clipe que mesmo adorando a música, sempre que posso prefiro ouvir assistindo, e sou completamente seduzido pelos movimentos da estrela.

Enfim, achei que merecia vir aqui e compartilhar com vocês. Se gostarem me contem.

Beijos pra vocês aí. :)


P.S.: Esta é minha segunda favorita.


sábado, 26 de julho de 2014

ah, o corpo



Um post que eu não fiz quando quis é este aqui. Só agora resolvi sentar e escrever. E escrever pouco, porque na verdade a ideia era fazer dele um post "contemplativo".

Queria ter escrito durante a Copa do Mundo, que assisti com uma dedicação que não tinha desde meus tempos de Atleticano fanático. Me diverti horrores no Twitter acompanhando os jogos e, acredite, ninguém nesta rua gritou mais que eu. Se você me conhece sabe pra quem eu tava torcendo, então sabe também que eu estive perto de ter felicidade completa.

Mas mais do que sobre a Copa, o grande assunto deste post é o corpo humano mesmo. Se não fosse tão pisciano, provavelmente teria sido médico (horóscopo do cacete!), tamanha minha fascinação com a dinâmica do corpo humano. Como é que uma coisa tão frágil pode ser também tão forte?

O clipe aí acima, além de ser da única música que eu vou lembrar quando pensar na Copa do Brasil, é um festival de corpos maravilhosos, com diferentes tons de pele, diferentes cabelos, todas as diferenças que o corpo essa coisa maravilhosa (isso sem contar Shakira, né?, que faz com esse corpo dela coisas que eu só acredito que são capazes de serem feitas porque tá gravado).

Então, perdoe a presença do Carlinhos Brown e o merchan do Activia, e dá uma olhada aí. Vai que te inspira a começar a cuidar da saúde do seu corpo.

Beijo, bom fim de semana.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

caminho para Capim Branco

       A mão pesada já era conhecida, mas os tapas na mesa tinham ainda mais força porque vinham carregados de convicção:
        - EU. NÃO NAMORO. NUNCA. MAIS!
        Todo mundo riu, mas a conversa continuou. Todo mundo ali conhecia o quanto Joãozinho havia se cansado de quebrar a cara com suas investidas amorosas, várias, mas apenas ele sabia, deep inside, que depois do velho boy e, em especial, do louco, aquela afirmação era verdade: namoro, nunca mais.
        Os almoços de sexta-feira eram os mais divertidos, a comida era a melhor, e o papo sempre girava em torno de um dado tema e um escolhido da mesa pra ser o Cristo. E aquela era a sexta-feira do Joãozinho, que há meses aguentava o chefe playba no seu pé e há semanas não sabia o que era dormir de tanto trabalhar. A falta de sono, além de tê-lo mandado para a emergência do Pronto-socorro por ao menos duas vezes, com suspeita de ataque cardíaco, deixava-o ainda mais irritado que o habitual e muito sem filtro. A verdade é que dormir não era o remédio que curaria aquele coração cagado, nem era o freio que daria limite à franqueza, quase inocência, de sempre. Mas ainda assim, antes de se levantar da mesa, Joãozinho, para mais uma rodada de risada dos colegas de trabalho, fez questão de prometer novamente:
        - EU NÃO NAMORO NUNCA MAIS! E hoje eu durmo.
       Saiu tarde do trabalho. Pegou aquele mesmo trânsito do cão de sempre, mas ao menos se divertiu com os casos do amigo carona. Chegou em casa, brincou com as sobrinhas, com o gato, com os cachorros. Antes que pudesse cumprir sua promessa, já havia saído de casa de novo. Foi pra night, voltou tarde, dormiu pouco, acordou, saiu de novo. Academia, mercado, frutas, mais do que nunca, de agora em diante, amor só próprio mesmo. 
        Quando finalmente pensou em dormir de verdade, no meio da tarde, Joãozinho foi chamado pra uma festa na casa do amigo do amigo do amigo do conhecido. - Que caralha, já fiquei acordado até agora mesmo, deixa eu ir essa merda, se estiver ruim eu volto.
        Chegou no local e não fez a menor questão de esconder que estava com sono (nem se quisesse). Mas pensou logo que já que estava ali mesmo, ia se divertir rapidinho, o suficiente pra relaxar, e logo voltar pra casa pra um insubstituível sono de 12 horas. Ficou à vontade, pegou uma bebida, e então foi levado pelo anfitrião para conhecer já estava no local.
        Foi com a cara mais antissocial que tinha, já arrependidíssimo de ter saído de casa, não ouviu nada do que o sujeito lhe disse, mas o seguiu até entrar por uma porta e ver.
         Viu que havia sido descoberto por aqueles olhos e então foi completamente desarmado por aquele sorriso.
        Joãozinho não se lembra o que disse. Mas nunca esqueceu o que sentiu naquela tarde de julho. Nunca irá.



P.S.: A saber, Joãozinho só conseguiu conversar uma semana depois. E só conseguiu finalmente reencontrar aquele sorriso ainda um outro dia depois disso. E, mais importante, no frigir dos ovos, cumpriu sua promessa: não namorou nunca mais.