domingo, 12 de outubro de 2014

dia das crianças: incentive a brincadeira

Há alguns meses, num dos meus posts bissextos, como diz o amigo Edu, eu falei sobre o quanto me podaram na infância. Uma pena que com tantos adultos em casa nenhum tenha dado um apoio (e, ainda pior, que todos tenham renegado qualquer dos meus dons). Mas passado é passado, deixa pra lá.

Se não houve incentivo, digo que certamente houve diversão. Se não fui uma criança muito querida socialmente (minha melhor biografia desse período se chama "Bem-vindo à Casa de Bonecas", recomendo), eu era inteligente o suficiente pra ter todo um mundo de possibilidades sozinho (e não é isso que vocês estão pensando, seus maldosos de plantão).

Brincando fui cantor, compositor, escritor, arquiteto, químico, ator, mágico, jornalista, médico, desenhista, pintor, prefeito, marinheiro, pirata, changerman, bom costureiro, inventor, piloto de corrida, político, empresário. Fui tudo. E adorava, adorava muito, ia longe!

Daí fui vivendo e esquecendo tudo isso. Foi preciso que, dia desses, minha irmã me contasse dos talentos que minhas sobrinhas estão começando a demonstrar pra eu lembrar de tudo o que eu fazia quando moleque. (nem preciso falar do meu nível de corujice e do quanto já tô me controlando pra não virar um tio mãe de miss)

Lembrei disso tudo e lembrei do que eu mais adorava fazer: dançar. Adorava, adorava, adorava, dançava na frente de qualquer um, sem o menor pudor, sem a menor vergonha, com todo o prazer, toda a inocência e toda a alegria possível no mundo. Era o jeito que eu mais amava de amar música. 

Coincidentemente, essas memórias todas vieram quando eu finalmente cedi e fui ouvir "Chandelier", da Sia. A pouca frequência neste blog faz com que me faltem palavras pra explicar o quanto a música mexe comigo, a sonoridade dela mesmo. E pra completar, o clipe é maravilhoso. Maravilhoso.

Não bastasse a música por si só, o mais bacana pra mim é a menininha dançando. Evidentemente eu não tinha essa técnica toda, mas me lembrou muito o Humbertinho de 8, 9 anos, dançando numa sala cheia de móveis como se estivesse brincando num espaço infinito. Feliz, feliz, feliz, todo cheio de si e do mundo. ♥ 

Enfim, neste 12 de outubro, achei que melhor que postar uma foto de um Humbertinho tristonho ou escondido por 200 adultos (como estou em todas as fotos), valia mais lembrar minha infância com a brilhante Maddie Ziegler, 11 anos, dançando como um dia eu tinha certeza que dançava.

Bom dia das Crianças pra vocês, crianças. ^^



P.S.: Pelo simbolismo todo, pelo vídeo, pela quantidade de vezes que escuto por dia, em mil versões diferentes, creio que "Chandelier" conseguiu tomar de "Lil Watan" o posto de minha música do ano, viu?
P.S.2: O clipe é tão maravilhoso que merecia um post só sobre ele mesmo, quem sabe, um dia?
P.S.3: Das mil versões live que adoro, minha favorita é esta aqui, spia também. ;)
P.S. final: Chuchus, Tio Lucio loves you all. 


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

adeus Marildinha! tchau Nenê.

Saudosíssima Marilda, icônica personagem de Andréa Beltrão, por muito tempo musa da solteirice quebradora de cara neste blog, reaparecerá hoje à noite, no episódio final de "A Grande Família".

Depois de 14 anos, chega ao fim um programa maravilhoso, com texto, direção e atuações impecáveis. É verdade que depois que o Marildão saiu eu nunca mais consegui assisti e é verdade também que nos últimas temporadas a atração descambou pra um drama esquisito e chato pra caralho (talvez porque eu não estava seguindo e, portanto, não conseguindo fazer sentido), mas ainda assim, penso que vai deixar saudade. Numa TV que cada vez mais privilegia porcaria, é mais um trabalho de qualidade que se vai.

Assistirei. Ao menos pra mim, já vai valer pela chance de rever uma das minhas personagens mais queridas de todos os tempos, e isso é muito. Quero saber que rumos tomou a vida da Marilda, saber se ela e eu continuamos navegando no mesmo barco. :)

Abraço pra vocês.


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Meet Mashrou' Leila

Dia desses tava atualizando meu post de aniversário de 2012 (um que eu adoro), e me dei conta de que ainda não tenho uma música para o ano de 2014. Mas há uns cinco dias acho que tenho a forte candidata.

Prezado amigo R. Obersot, que é um amante da música como eu (na verdade, com mais conhecimento sobre o assunto que eu, mas a mesma paixão) me apresentou esta maravilha aí no fim do post.

A falta de assiduidade neste blog (shame on me) faz com que me faltem palavras à altura do quanto eu adorei a música. Adorei tudo da banda libanesa Mashrou' Leila, já ouvi pelo menos um dos três álbuns e simplesmente não consigo parar de ouvir.

Estou in love porque há muito vinha buscando algo novo em música (não escuto rádio, não tenho amiguinhos descoladinhos, então acabo ficando sem saber o que há por aí -- saudade Lucas em SP pra falar dos sons novos). Ainda por cima é uma voz masculina (eu, que adoro cantoras, tô meio, momentaneamente, esgotado da voz delas -- só uma pausa necessária pra ouvir a beleza da voz dos homens também).

Evidentemente, por se tratar de um idioma que não domino (mas que já estou tentadíssimo a começar a estudar), não sei do que se tratam as letras. Li algo sobre serem polêmicas ou mesmo bestas, mas realmente não tenho como saber. Sobre a banda, como disse, é do Líbano, e parece que foi formada em 2008, durante um workshop na American University of Beirut. Espero que sigam fazendo boa música e que tenham sucesso. Eu, definitivamente, acompanharei o som deles.

Por fim, ainda por cima os clipes do Mashrou' Leila são super bacanas. E este de Lil Watan, vamos dizer que já sei até de cor. Adoro o plano sequência com foco na bailarina e, nem precisava dizer, já amo ela. Randa Makhoul é linda, linda! (pra mim, é uma mistura de Izabel Goulart + Nicole Bahls + Isadora Ribeiro + Hillary Swank + Solange Gomes quando era novinha) Gosto tanto do clipe que mesmo adorando a música, sempre que posso prefiro ouvir assistindo, e sou completamente seduzido pelos movimentos da estrela.

Enfim, achei que merecia vir aqui e compartilhar com vocês. Se gostarem me contem.

Beijos pra vocês aí. :)


P.S.: Esta é minha segunda favorita.


sábado, 26 de julho de 2014

ah, o corpo



Um post que eu não fiz quando quis é este aqui. Só agora resolvi sentar e escrever. E escrever pouco, porque na verdade a ideia era fazer dele um post "contemplativo".

Queria ter escrito durante a Copa do Mundo, que assisti com uma dedicação que não tinha desde meus tempos de Atleticano fanático. Me diverti horrores no Twitter acompanhando os jogos e, acredite, ninguém nesta rua gritou mais que eu. Se você me conhece sabe pra quem eu tava torcendo, então sabe também que eu estive perto de ter felicidade completa.

Mas mais do que sobre a Copa, o grande assunto deste post é o corpo humano mesmo. Se não fosse tão pisciano, provavelmente teria sido médico (horóscopo do cacete!), tamanha minha fascinação com a dinâmica do corpo humano. Como é que uma coisa tão frágil pode ser também tão forte?

O clipe aí acima, além de ser da única música que eu vou lembrar quando pensar na Copa do Brasil, é um festival de corpos maravilhosos, com diferentes tons de pele, diferentes cabelos, todas as diferenças que o corpo essa coisa maravilhosa (isso sem contar Shakira, né?, que faz com esse corpo dela coisas que eu só acredito que são capazes de serem feitas porque tá gravado).

Então, perdoe a presença do Carlinhos Brown e o merchan do Activia, e dá uma olhada aí. Vai que te inspira a começar a cuidar da saúde do seu corpo.

Beijo, bom fim de semana.