sábado, 26 de julho de 2014

ah, o corpo



Um post que eu não fiz quando quis é este aqui. Só agora resolvi sentar e escrever. E escrever pouco, porque na verdade a ideia era fazer dele um post "contemplativo".

Queria ter escrito durante a Copa do Mundo, que assisti com uma dedicação que não tinha desde meus tempos de Atleticano fanático. Me diverti horrores no Twitter acompanhando os jogos e, acredite, ninguém nesta rua gritou mais que eu. Se você me conhece sabe pra quem eu tava torcendo, então sabe também que eu estive perto de ter felicidade completa.

Mas mais do que sobre a Copa, o grande assunto deste post é o corpo humano mesmo. Se não fosse tão pisciano, provavelmente teria sido médico (horóscopo do cacete!), tamanha minha fascinação com a dinâmica do corpo humano. Como é que uma coisa tão frágil pode ser também tão forte?

O clipe aí acima, além de ser da única música que eu vou lembrar quando pensar na Copa do Brasil, é um festival de corpos maravilhosos, com diferentes tons de pele, diferentes cabelos, todas as diferenças que o corpo essa coisa maravilhosa (isso sem contar Shakira, né?, que faz com esse corpo dela coisas que eu só acredito que são capazes de serem feitas porque tá gravado).

Então, perdoe a presença do Carlinhos Brown e o merchan do Activia, e dá uma olhada aí. Vai que te inspira a começar a cuidar da saúde do seu corpo.

Beijo, bom fim de semana.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

caminho para Capim Branco

       A mão pesada já era conhecida, mas os tapas na mesa tinham ainda mais força porque vinham carregados de convicção:
        - EU. NÃO NAMORO. NUNCA. MAIS!
        Todo mundo riu, mas a conversa continuou. Todo mundo ali conhecia o quanto Joãozinho havia se cansado de quebrar a cara com suas investidas amorosas, várias, mas apenas ele sabia, deep inside, que depois do velho boy e, em especial, do louco, aquela afirmação era verdade: namoro, nunca mais.
        Os almoços de sexta-feira eram os mais divertidos, a comida era a melhor, e o papo sempre girava em torno de um dado tema e um escolhido da mesa pra ser o Cristo. E aquela era a sexta-feira do Joãozinho, que há meses aguentava o chefe playba no seu pé e há semanas não sabia o que era dormir de tanto trabalhar. A falta de sono, além de tê-lo mandado para a emergência do Pronto-socorro por ao menos duas vezes, com suspeita de ataque cardíaco, deixava-o ainda mais irritado que o habitual e muito sem filtro. A verdade é que dormir não era o remédio que curaria aquele coração cagado, nem era o freio que daria limite à franqueza, quase inocência, de sempre. Mas ainda assim, antes de se levantar da mesa, Joãozinho, para mais uma rodada de risada dos colegas de trabalho, fez questão de prometer novamente:
        - EU NÃO NAMORO NUNCA MAIS! E hoje eu durmo.
       Saiu tarde do trabalho. Pegou aquele mesmo trânsito do cão de sempre, mas ao menos se divertiu com os casos do amigo carona. Chegou em casa, brincou com as sobrinhas, com o gato, com os cachorros. Antes que pudesse cumprir sua promessa, já havia saído de casa de novo. Foi pra night, voltou tarde, dormiu pouco, acordou, saiu de novo. Academia, mercado, frutas, mais do que nunca, de agora em diante, amor só próprio mesmo. 
        Quando finalmente pensou em dormir de verdade, no meio da tarde, Joãozinho foi chamado pra uma festa na casa do amigo do amigo do amigo do conhecido. - Que caralha, já fiquei acordado até agora mesmo, deixa eu ir essa merda, se estiver ruim eu volto.
        Chegou no local e não fez a menor questão de esconder que estava com sono (nem se quisesse). Mas pensou logo que já que estava ali mesmo, ia se divertir rapidinho, o suficiente pra relaxar, e logo voltar pra casa pra um insubstituível sono de 12 horas. Ficou à vontade, pegou uma bebida, e então foi levado pelo anfitrião para conhecer já estava no local.
        Foi com a cara mais antissocial que tinha, já arrependidíssimo de ter saído de casa, não ouviu nada do que o sujeito lhe disse, mas o seguiu até entrar por uma porta e ver.
         Viu que havia sido descoberto por aqueles olhos e então foi completamente desarmado por aquele sorriso.
        Joãozinho não se lembra o que disse. Mas nunca esqueceu o que sentiu naquela tarde de julho. Nunca irá.



P.S.: A saber, Joãozinho só conseguiu conversar uma semana depois. E só conseguiu finalmente reencontrar aquele sorriso ainda um outro dia depois disso. E, mais importante, no frigir dos ovos, cumpriu sua promessa: não namorou nunca mais.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Amy

Numa manhãzinha qualquer de 2007, enquanto me preparava para acordar, liguei a TV e me deparei com uma criatura linda, também se levantando, e com sua voz absolutamente fantástica. "Quem é essa mulher maravilhosa, Deus do céu?". Nas manhãs que se seguiram o ritual se repetiu, tudo sempre igual, eu sempre acordando com o despertador da televisão, sintonizado na falecida MTV, no exato minuto que exibiam "Rehab".

Dali pra amor foi um pulo. E dali, naquele 2007 tão intensamente vivido por mim (quando, inclusive, surgiu este insistente blog), até aquele ainda mais intenso ano de 2001, ela me acompanhou em tudo que eu vivi: os amores que não valeram de nada, o grande amor da minha vida, as perdas, os prazeres, as experiências todas, as boas, as ruins e as inacreditáveis (seja porque foram inacreditavelmente boas ou, ainda mais, é verdade, inacreditavelmente ruins). A voz dela, INCOMPARÁVEL, com aquela honestidade que só a voz dela tem, parecia ser o que a minha alma gritaria se pudesse.

Nesses quatro anos também acompanhei, completamente emputecido, a caçada bizarra da mídia tosca e do senso comum a qualquer passo da vida dessa moça. Se bebia, se festejava, se sofria pelas suas paixões, como qualquer garota se sua idade, havia sempre milhões de urubus à espera de sua queda. Ela era o oposto desta gente bizarra, tão comum no que se tornou nosso mundo. Provavelmente isso, além do talento descomunal, claro, era o que a tornava uma pessoa tão impressionante e tão especial.

Há exatos três anos minha Amyzinha se foi. Suas músicas, sua voz, sua beleza, e aquele sorriso lindo de criança nunca, nunca deixaram de fazer parte do meu dia a dia. Sou e sempre serei grato por isso.


domingo, 20 de julho de 2014

Lançamento da novela Império: preparados?

Já vou começar o post pedindo desculpa pelo ponto a que chegou o meu descaso com este blog: Este blogador, que já cobriu tapetes vermelhos do MET Gala (eita!) da Vogue e do Oscar vai, neste momento, cobrir um pano de chão azul de novela da Globo. Espero que vocês compreendam que eu não consegui resistir, achei necessário, flw, vlw.

A questão é: por onde começar? Vou deixar pro acaso decidir (porque dá um trabalho do cacete fazer post cheio de fotos, então vou na ordem que elas forem baixadas aqui mesmo).

Ora vejam, vamos começar pelo autor da bodega. Aguinalda, que já nos presenteou com a melhor novela da História, 'Tieta", e com a pior, "aquela da Tereza Cristina que eu nem lembro o nome", compareceu ao evento vestido de "homens que parecem lésbicas velhas". Acho adequado.

Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a Aguinaldo por "Tieta" e minha eterna Perpétua, além de "Roque Santeiro", "Pedra Sobre Pedra", a Naza, enfim, N obras e criações memoráveis. Quanto a lixos como "Duas Bolas", Crô, comentários imbecis do autor sobre tudo, eu vou preferir esquecer.

Ailton Graça negão de tirar o chapéu: faço.

Suzy Rego sempre linda, né? Miss, modelo, gordinha, atriz maravilhosa, Carmem de "A Viagem", mas sempre linda.

Mas veio vestida de box blindex, não entendi pra quê. Podia ter vindo de Playboy em Cuba que seguramente arrasaria muito mais. (gente, e  que saco deve ser ser mulher e ter que passar a noite toda segurando bolsa).

Um dia ainda vou descobrir uma forma de ficar rico com esse dom de pensar em alguém desaparecido e essa pessoa simplesmente, PLUFT!, reaparecer no mesmo minuto. Sabe-se lá por que cargas d'água lembrei da Mayara Magri ontem, e olha aí. E Flávio Galvão, continua fazível aos 70 anos.

 Já tá na hora de alguém parar a Regina Duarte, né?

 Letícia Bircóier, ex-modelo cafona da Claudia, ex-top internacional de verdade chiquérrima, ex-teve que aguentar Paola Oliveira fazendo papel de top model (risos eternos) com ela em "Belíssima", ex-repórter de arquibancada no Faustão... nossa, mulher, tomara que você dê certo nessa novela, sei bem como é isso de recomeçar quatro milhões de vezes (e, ó, continua linda).

Drica, não tem como não amar, né? Conjunto da obra, talento, atuações impecáveis, Violante, venceu o câncer, mãe adotiva, Moira em "Os Aspones", linda maravilhosa, bem vestida. Capaz de eu assistir a novela só pra ter o prazer de vê-la sendo vilã mais uma vez.


Eu nunca...

...Jamais, vou entender o que as bichas veem nesse homem. Pra mim ele tá cada vez mais se enquadrando no mesmo padrão Aguinaldo de "homens que parecem lésbicas velhas".

Agora, vamos logo encarar aquele momento que estávamos adiando:

Adriana Girolli (Birolli, Birosca, "minha mãe mirou na Ana Paula Arósio e acertou no E.T. de Varginha com cabeça de cavalo"):

Errada de frente, errada de lado...

 Errada de quadril...

Erradííííííííííssima de costas... OK, deixem a Regina, mas alguém PARE ESTA MULHER. Por favor, PAREM ELA!! SEMPRE ERRADA!

Até a Viviane Araújo tá melhor que ela (no padrão Viviane Araújo de avanços estéticos, evidentemente, mas tem que se dar o crédito).

Oi português gato, já comprando minha passagem no trem noturno para Lisboa.

Roni, não curto, não acho grandes coisas, odeio colete, não faço.

Cris Vianna, minha filha, você é um espetáculo, mas não gostei dessa roupa não, viu? (e você com isso, né?)

Essa fia sabe que é linda, né? E aparou aquela juba Maria Mijona de sempre, ficou infinitamente melhor. Só falta deixar de ser entojada, aprender a atuar e, claro, parar de usar vermelho sempre pra ressaltar "a beleza ruiva rara arroto de Fanta blábláblá". Está, aliás, É linda, fia, mas vamo caprichar na carreira também, não custa.

Suas dicas inclusive se estendem ao seu namorado espetacular (que eu nem sabia que era a bichinha antagonista da outra bichinha rosa-chiclete daquela novela insuportável do macaco pintor). No mais, por gentileza, procriem logo, acho que a Humanidade não sofreria com uma cria maravilhosa dessas. 

 Cenoura & Bronze.

Marjorie, amor, curto você desde "Malhação", quando você teve que aguentar aquela atriz horrível como sua antagonista, mas, amor, não dá pra você tentar fazer a Amy. Amy, só a Amy mesmo. Vem de filha rejeitada de "A Vida da Gente" que eu gosto muito mais.

Passo.

Casal. Mais. Mala. da História.
Depois de Angélica e Luciano Huck, claro, mas eu nunca me convenci daquilo como casal de verdade.

Gente, mas quem é essa uma que saiu correndo no meio da faxina e não sabe se vai dançar salsa ou Flamenco?

Aí o encontro dos "homens que parem lésbicas velhas".

José Meyer vai interpretar uma biba véia pegadora e nessa veio de camisa rosazzzZZzzz...zzz...

Quem chamou o Hitler pra festa? (gente, quanta testa)

Aí você pensa que Marina Ruy Barbosa vai atuar na mesma novela que Lilia Cabral. Lilia, esse espetáculo de atriz desde 1900 e sempre.

E, pra fechar...

A Cabocla é muito cafona, coitada. Ou isso ou ela ainda não conseguiu eliminar o look piriguete medonha da novela do Félix. O QUE, EM NOME DE JESUS, É ESSE RABO JOGADO NO OMBRO??? E ESSA FRANJA FAZENDO MEU FRANCISCO REVIRAR TRÊS SIGUIRIAS??!!!

Casal bonito se diverte com tanta feiura e eu paro por aqui, flw, vlw!